Coordenadores do Programa Formare debatem sobre educação à distância

Em 1h de bate-papo, os coordenadores do Consórcio Modular Resende, Schaeffler, Eaton e Cummins compartilharam experiências das suas empresas

O ensino à distância tem sido um grande desafio para organizações que mantinham a educação presencial. Para compartilhar experiências entre a rede, o webinar Desafios da educação na pandemia, realizado hoje (22), reuniu os coordenadores do Programa Formare para falarem sobre os seus cases, debaterem ideias e darem dicas para soluções de problemas.

Na Cummins, foram criados guias, feitos em formato de infográfico, para alunos e educadores com o passo a passo das aulas on-line na empresa: como acontecem, lista de presença, plataforma e como tirar dúvidas. Para garantir o acesso à plataforma escolhida, a coordenadora Luciana Capone, junto com o time de TI da Cummins, realizou um treinamento para tirar as principais dúvidas dos alunos.

Já na Schaeffler, ocorreu um processo parecido com os educadores voluntários (EV’s). As plataformas escolhidas, Microsoft Team e Google Classroom, foram apresentadas aos EV’s com todas as suas funcionalidades, como aulas ao vivo e o compartilhamento de conteúdos. “Vamos continuar usando o Google Classroom no ano que vem, mesmo quando tudo voltar ao normal”, afirma Fernando Castro Leite, coordenador do Programa na Schaeffler. Além disso, ele destaca uma nova orientação para avaliação dos alunos: “não necessariamente precisamos aplicar uma prova para avaliar o aluno. Prefiro avaliar por participação ou por entrega de trabalho, neste momento que estamos passando, do que uma avaliação por prova.”

Além das empresas que foram convidadas para falar no webinar, outras unidades da rede Formare estão desenvolvendo um bom trabalho durante o isolamento social. Como a Santos Brasil, que está acompanhando os jovens mais de perto, com encontros on-line além das aulas, para saber como estão se adaptando. Na FM Logistic, os coordenadores pediram para os alunos gravarem vídeos para os educadores, como forma de engajá-los e motivá-los nas aulas remotas. Já na General Electric (GE), de Taubaté, os EV’s encontraram uma nova forma para engajar os alunos: a criação de protótipos e produtos com materiais disponíveis em casa, como os recicláveis, para desenvolver competências que seriam trabalhadas dentro da empresa. 

Ideias como essas geram uma maior conexão entre os alunos, os educadores e os coordenadores, além de continuar profissionalizando os jovens durante a pandemia.

 

Abaixo, confira os depoimentos e dicas de plataformas para iniciar ou complementar as aulas virtuais:

 

Qual o principal desafio do ensino à distância?

“Resumidamente, a própria distância. Nas aulas presenciais é mais fácil nos expressar, gerar diálogos, explicar conteúdos, e, principalmente, captarmos o clima da turma, para sabermos o que estão ou não entendendo, e como estão no dia a dia. Para superarmos esse desafio, tivemos que encontrar uma forma de registrar em vídeo nossas aulas, tentando manter o mesmo formato que fazíamos em sala, mantendo os alunos interessados e entendendo o que estamos explicando. Para minimizarmos a distância o máximo possível, estreitamos nosso contato com os alunos, além de conversas via WhatsApp, criamos uma live com a coordenação toda sexta-feira, para falarmos sobre o andamento das atividades semanais, feedbacks e atividades ao-vivo com eles.” – João Cardozo, Eaton.

 

Quais ferramentas vocês indicam para utilizar no ensino à distância?

“Plataforma Zoom ou similar e vídeos que possam exemplificar a teoria.” – Luciana Capone, Cummins.

“Como plataforma administrativa, utilizamos o Moodle. Lá os educadores podem disponibilizar atividades para avaliação e fazer todo o alinhamento. Agora, estamos tentando padronizar, como plataforma de reunião, o Microsoft Teams, pois é mais fluído, comparado a outras plataformas que já utilizamos. Como os alunos não têm acesso a muitas tecnologias, notamos que precisamos fazer algo mais universal, como definir uma plataforma única.” – Ana Lucia Portela Cotrim Moreira e Thiago Inácio do Nascimento Costa, coordenadora e estagiário de tecnologia do Formare no Consórcio Modular Resende.

 

Como tem sido a experiência de transformar aulas presenciais em aulas on-line?

“A princípio foi uma grande quebra de paradigma. Estávamos bastante habituados com as aulas presenciais, mas o papel do Coordenador é fundamental nesse processo de adaptação, encorajando a todos os Educadores e Alunos, dando treinamento e suporte necessário para a utilização de ferramentas digitais. No início, é um pouco trabalhoso, mas a grande maioria tem se adaptado às mudanças com uma certa facilidade, demonstrando, principalmente, comprometimento e dedicação para que as aulas aconteçam de fato com qualidade, mesmo de forma virtual.” – Fernando Castro Leite, Schaeffler.

 

“No começo, assim como qualquer mudança, tivemos muito receio de não conseguirmos nos adaptar, da qualidade do conteúdo não ser igual a que realizamos presencialmente. De não termos adesão dos educadores, fosse por timidez ou por falta de habilidade em criar um conteúdo e aula virtual, e até mesmo de não conseguirmos manter os alunos engajados. Mas bastou 2 semanas e tudo funcionou. Hoje, temos um cronograma semanal que acompanhamos bem de perto, seja junto aos EVs com a criação das aulas, como também junto à entrega dos exercícios e dúvidas dos alunos.” – João Cardozo, Eaton.