Caminhando: o trajeto de um educador do Formare Duratex, em Agudos/SP

“Eu não tive a oportunidade que esses jovens têm hoje. Se existisse o Formare na minha época, eu acredito que hoje estaria em um nível mais alto profissionalmente. Então, quero melhorar o futuro da nova geração e poder falar que fiz parte dessa evolução.” Quem compartilha esta experiência é Cleber Henrique de Oliveira, educador voluntário do Formare e auxiliar de expedição na fábrica da Duratex, em Agudos (SP).

Quando começou a atuar como educador na Duratex, Cleber caminhava um longo percurso até a empresa para cumprir com o compromisso de dar aulas aos jovens. “O trajeto tem em média 5 km, e não importava se estava sol ou chuva, eu sempre cumpri minhas aulas.” A motivação surgiu da vontade de ensinar e poder fazer a diferença na vida dos alunos, mas com o tempo a relação com o Formare foi se aprofundando. “Eu imaginava que seria um ambiente de sala de aula mesmo. Mas depois de conhecer melhor o projeto, quando começaram as aulas, o curso acabou superando minhas expectativas. No final, eu acabei aprendendo mais do que ensinando.”

Responsável pelo componente curricular Relacionamento e Cidadania, Cleber explica que a necessidade de caminhar surgiu pela diferença de horário entre seu turno – que começava à tarde – e as aulas do Formare – que aconteciam pela manhã. Nesse horário, não havia transporte para que ele chegasse na empresa a tempo para as aulas. A solução encontrada foi ir a pé. “Eu tinha que dar um jeito de chegar, porque já tinha assumido o compromisso de dar as aulas.”

E será que valeu à pena? “Sem dúvidas. Principalmente pelo retorno que os alunos deram, você sente uma energia positiva, de que você está fazendo um bom trabalho. É gratificante ver que você teve um impacto positivo na vida deles. E eu também ganhei com isso, a matéria que ensinei no Formare me transformou bastante. Se este ano eu precisasse ir a pé para ser educador da próxima turma, eu não pensaria duas vezes.”

A mudança no ambiente profissional também favoreceu a dedicação de Cleber. “No meu setor não havia tanto diálogo, isso interferia no fluxo do serviço. Mas por conta da matéria que eu estava ensinando [Relacionamento e Cidadania], que falava justamente sobre se comunicar bem no ambiente de trabalho, eu e um colega – que também foi educador voluntário – começamos a lidar com a situação de outra forma e o problema foi resolvido.”

Para além da sua rotina de trabalho, Cleber conta sobre o impacto positivo do Formare na sua vida pessoal: “A gente aprende a olhar as pessoas com outros olhos, a perceber situações diferentes, acho que esse foi um dos pontos principais, ter empatia.”

 

 

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