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Entrevista: Thierry Guillot e Miguel Bermejo - Grand Hyatt SP

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O Grand Hyatt São Paulo se tornou, este ano, o primeiro hotel de luxo a ganhar uma Escola Formare. Para falar sobre os desafios impostos pela parceria e como a rede observa a evolução do projeto às vésperas de eventos bastante aguardados como a Copa de 2014, entrevistamos duas figuras que encabeçam o comando da unidade.

O francês Thierry Guillot, diretor geral do Grand Hyatt SP, e o chileno Miguel Angel Bermejo, diretor regional de RH do Hyatt Latin America, nos receberam no edifício situado ao lado da ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, novo “cartão-postal” da capital paulista.

Na conversa, eles explicam como a rede hoteleira pode ajudar os jovens do Formare a encontrar uma vocação profissional, falam da transformação provocada pelo programa no ambiente interno e como a tarefa de servir pode ser um ofício prazeroso e edificante.

 

Crédito das imagens: Cris Meinberg/Arte Formare


Projeto Formare - É o primeiro ano da parceria com o Formare. O que mudou após a chegada do projeto em termos de ambiente interno?

Thierry Guillot - Foi o primeiro ano do programa aqui no Grand Hyatt São Paulo e o segundo tipo de parceria que fizemos. Então todo o hotel e os funcionários já estão acostumados com este tipo de programa. Mas a verdade é que o Formare é bem diferente. Temos uma adesão fantástica de nossos funcionários, o que criou uma motivação e um engajamento muito grandes...

Miguel Angel Bermejo - [Interrompe] O grande diferencial foi o fato de que toda a organização se sente responsável pelos jovens, não somente os EVs [educadores voluntários], mas todos os departamentos têm um carinho muito grande por eles, que retribuem de forma muito positiva. Temos praticamente 40 “professores” para 20 alunos, o que não é uma média muito comum...

 

 

Guillot - É mais do que em Harvard [uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo] (risos)!



Bermejo - Exatamente (risos).


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Formare - Recentemente vocês ganharam o prêmio World Savers Awards, organizado pela revista “Condé Nast Traveler”, por, entre outros motivos, ajudarem a melhorar a qualidade de vida nas comunidades vizinhas e pelo engajamento de seus funcionários em atividades voluntárias. Gostaria que o senhor falasse sobre a contribuição do Projeto Formare para a conquista do prêmio.

Guillot - Desde que o hotel foi inaugurado, em 2002, temos realizado muitos esforços nos âmbitos sociais e ambientais; sempre esteve na mente, tanto na dos investidores quanto na dos gestores, o papel que ocuparíamos na sociedade paulistana e a enorme responsabilidade que teríamos em contribuir para o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil.

O Projeto Formare é sólido e muito bem estruturado, o que nos ajudou a implementá-lo de forma rápida e eficiente. Hyatt Hotels and Resorts constrói sua responsabilidade corporativa baseada em quatro pilares, um deles é focado na educação dos jovens. Por este motivo, o Formare faz parte do nosso DNA no que se refere à responsabilidade social corporativa. O fato de poder realizar um programa que é sustentável no tempo é vital para que um projeto como este seja perene.

 

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Bermejo - O Formare nos ajudou porque veio coroar uma série de outros esforços que tínhamos com programas como o YCI [Youth Career Initiative] e outras iniciativas ambientais. Ganhamos o prêmio “Doing It All”, algo como “fazendo tudo”, mas, sem dúvida, proporcionou uma emoção especial porque o Formare trata de educação. É parte de uma política global da Hyatt, mas também tem a ver com a responsabilidade de que, quando chegamos ao Brasil, queríamos fazer a diferença. Preparamos os jovens para um ambiente de hotel cinco estrelas. É muito interessante para ajudá-los a definirem suas vocações --aqui temos engenheiros, médicos, advogados trabalhando dentro do hotel. Então, o leque de pessoas facilita para que decidam o que fazer de suas vidas.

 

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Formare - À época da conquista, em entrevista veiculada na Revista Hotéis, o senhor disse o seguinte: "Temos casos de jovens estudantes que tinham comportamento hostil ou grande propensão a se envolver com álcool e drogas e, com a ajuda do nosso trabalho e dos nossos voluntários, tornaram-se colaboradores com grande potencial e agora são os responsáveis pela maior parte da renda familiar.” O senhor acredita que este seja o papel das corporações e talvez a grande contribuição da responsabilidade social, isto é, reverter situações que o Estado e a sociedade civil já não conseguem mais administrar?

Guillot - Bom, somos somente um hotel (risos), não vamos mudar a sociedade brasileira inteira, mas acho que temos uma visão, uma responsabilidade de fazer bem. A misssão da Hyatt é fazermos a diferença na vida daqueles com quem interagimos. Temos esta vocação de nos desenvolvermos com os outros, sermos abertos. Acho que todos os países têm problemas com os jovens, não só o Brasil.


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Um hotel cinco estrelas tem regras para fazer um serviço bom. O processo de uma indústria hoteleira é de prestar serviços com padrão, passo a passo. Há o que pode e não fazer. Isso, com certeza, vai ajudar os jovens a encontrar uma preferência --há a questão do uniforme, a preocupação com os cabelos, com a higiene. Tudo vai ajudá-los.

Acredito que o papel de empresas como a nossa é contribuir para o desenvolvimento social, econômico e ambiental da nação. Colaborar com as diferentes instituições que compõem a sociedade não é só responsabilidade das empresas, mas também de todos os cidadãos que formam este maravilhoso país.


Formare - Tocando nesta questão, realmente quem chega aqui fica impressionado com a disciplina dos funcionários, que são obrigados, por força do ofício, a cumprir horários, conhecer regras de etiqueta e, de modo geral, a se vestir e se comportar da maneira mais adequada. De que forma este ambiente pode ajudar a moldar os alunos social e profissionalmente? Gostaria que explorassem o assunto um pouco mais.

Guillot - Queremos fazer a diferença na vida daqueles com quem interagimos todos os dias, esta é a nossa definição de hospitalidade. Fazemos isto diariamente em um ambiente que respeita todas as pessoas e ideias para sermos a marca preferida em cada segmento que servimos. Todavia, são os nossos valores, os princípios que nos guiam e que nos fazem fortes a cada dia.

O ambiente no qual trabalhamos ajuda os jovens a reforçar valores como humildade, honestidade intelectual e integridade, respeito mútuo, criatividade e inovação e fazer tudo isso em um ambiente divertido. Tudo isso contribui para formar cidadãos responsáveis e cientes de seus direitos e deveres.

 

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Formare - O Brasil já desperta a atenção mundial com a proximidade da realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos aqui. São eventos vultosos e que irão demandar, por exemplo, um grande fortalecimento da cadeia hoteleira. Como vocês observam este cenário inédito no país e de que forma podem tirar proveito deste momento?

Bermejo - O Brasil sempre foi o país do futuro, mas agora o Brasil é o país do presente. A Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos, a Copa das Confederações e outros muitos eventos vêm a complementar a vocação deste país como anfitrião de grandes acontecimentos. A indústria hoteleira não será a única a se beneficiar deste momento, mas também muitos outros setores que fornecem serviços e suprimentos para a indústria do turismo que colherão os frutos deste aumento de demanda.

Eventos desta magnitude sempre trazem mudanças na sociedade e na economia e tenho certeza que muitos dos jovens participantes de programas com o Formare se beneficiarão desta grande oportunidade.

 

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Formare - Os jovens do Formare serão preparados especialmente para estes eventos? De que forma?

Bermejo - Toda a indústria hoteleira está fazendo grandes esforços para aumentar a qualificação dos seus colaboradores. Programas como o "Bem Receber Copa" [programa de qualificação profissional do Ministério do Turismo, em parceria com entidades do setor, que tem como objetivo capacitar o setor de turismo para atingir padrões internacionais de qualidade nos serviços turísticos prestados durante a Copa de 2014], financiado pelo governo, aulas de inglês e espanhol financiadas pelos próprios hotéis, e outras muitas iniciativas feitas pelas empresas, ajudarão o Brasil a estar melhor preparado para receber novos visitantes. Obviamente, muitos destes jovens participarão destas atividades com muita ênfase nas línguas que é uma das grandes deficiências de muitos candidatos que disputam uma vaga no setor.

 

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Formare - Com o Formare, as empresas conseguem realizar duas ações simultâneas: elas capacitam jovens para o mercado de trabalho e, como consequência, para o seu quadro de funcionários, e também formam cidadãos, os reabilitam para o convívio social. Numa escala de 0 a 10 de valor para a empresa, onde o Grand Hyatt posicionaria estas capacidades? Por quê?

Bermejo - Como este é nosso primeiro ano participando do Formare, ainda não conseguimos completar o ciclo de capacitação destes jovens, porém acreditamos que um programa como este traz valores humanos e profissionais que não têm preço. Além de capacitar estes jovens, desperta neles o desejo de construir um Brasil melhor, mais justo, mais solidário e muito mais eficiente. É dificil colocar uma nota para um programa que transforma a vida de centenas de pessoas, pois números não fazem jus a um projeto tão maravilhoso como este.
 

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Formare - Vocês são a única empresa do segmento hoteleiro de luxo a contar com uma Escola Formare hoje. Se vocês tivessem que fazer uma “carta de recomendação” a outras empresas do segmento que se interessem em conhecer mais o “candidato Formare”, o que escreveriam nela? Recomendariam este projeto a outros hotéis?

Guillot - Sem dúvidas recomendaríamos este programa a outros hotéis, uma vez que o mesmo não só qualifica jovens para atuar no nosso setor, mas também desperta a paixão pelo serviço e foca na atenção ao cliente. Nós escreveríamos na carta que o Formare é uma grande oportunidade para fazer a diferença na vida de muitas pessoas, não só dos jovens, como das famílias e, sem dúvida, dos colaboradores e clientes, que ficam imensamente surpreendidos com o fato de ver como estes jovens se transformam em embaixadores da marca em todo lugar e a toda hora (por Edson Lovatto, de São Paulo, com colaboração de Cris Meinberg).
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Comentários  

 
#2 magda 15-01-2012 16:19 Escola Formare grand hyatt são paulo
Citando Anderson:
Sou EV dos alunos da Hyatt e tenho muito orgulho em ver essa entrevista. Parabenizo a todos pelo empenho!

sou magda,sou EV dos alunos da hyatt tenho um imenso prazer de dedicar meu tempo para este projeto maravilhoso.tenho muito orgulho da hotel pela parceria com o formare isto me motiva muitoo
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#1 Anderson 24-10-2011 15:38
Sou EV dos alunos da Hyatt e tenho muito orgulho em ver essa entrevista. Parabenizo a todos pelo empenho!
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